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As 10 Dúvidas mais comuns acerca do Bilinguismo infantil

Saiba agora quais são os mitos e as verdades que rolam por aí sobre a aquisição do idioma inglês na Educação Infantil


Foi-se o tempo em que falar a língua inglesa era um diferencial. No mundo de hoje, ser bilíngue já se tornou um pré-requisito para que seja possível ampliar as oportunidades de sucesso tanto nos meios pessoal, social quanto no profissional.

Quando se fala sobre aprendizado bilíngue na primeira infância, logo surgem inúmeras dúvidas de pais e familiares quanto a importância deste, e o momento ideal para iniciá-lo.


Perguntas como “O bilinguismo pode prejudicar o desenvolvimento da fala?” ou “Há diferença entre aprender uma segunda língua na primeira infância ou posteriormente?” são muito comuns de serem escutadas por Pedagogos e Especialistas da Área. Contudo, muitas delas provém de mitos instituídos pelo senso comum, e que necessitam ser desvendados e corrigidos.

“O bilinguismo pode prejudicar o desenvolvimento da fala?” ou “Há diferença entre aprender uma segunda língua na primeira infância ou posteriormente?”

Para esclarecer estas e outras dúvidas, criamos este post com uma lista de 10 Dúvidas mais Comuns Acerca do Bilinguismo Infantil, desvendando vários mitos e verdades a respeito do tema:


1. O aprendizado bilíngue na primeira infância é mais benéfico do que quando ocorre em idades mais avançadas?

Verdade. Quando o ensino de um segundo idioma ocorre em período próximo à aquisição da língua materna, valiosas vantagens físico-cognitivas são obtidas. Isso porque, segundo Vigotsky, nesta idade é possível fazer uso de características mais aguçadas da memória da criança, estimulando-a a buscar cada vez mais novas aprendizagens.

Além disso, importantes pesquisadores afirmam também que, quanto mais precoce ocorrer a experiência bilíngue na infância, mais os desenvolvimentos comportamental, neuropsicológico e cognitivo serão favorecidos. A justificativa para este efeito se baseia no fato que, durante este período da vida, inúmeras conexões físico-neurais encontram-se em um importante estágio de desenvolvimento, e por isso, são estimuladas e positivamente afetadas quanto aos seus comportamentos e densidade.


2. O bilinguismo atrasa o desenvolvimento da fala na língua materna?


Mito. Os marcos de desenvolvimento da linguagem infantil são exatamente os mesmos independentemente da quantidade ou das categorias de idiomas que a criança tem contato.

Por volta de 1 ano de idade, por exemplo, as crianças iniciam a verbalização de suas primeiras palavras (ex. mama, papa). Já próximo aos dois anos, passam a verbalizar frases contendo duas ou mais palavras.

Estas etapas nãos e relacionam à quantidade de línguas aprendidas.

Por isso, quando a criança possui alguma predisposição para dificuldade de verbalização ou linguagem, esta aparecerá mesmo se a criança for monolíngue ou bilíngue.


3. A Educação Bilíngue gera dificuldades no início do processo de alfabetização?


Mito. O processo de alfabetização em Escolas Bilíngues ocorre prioritariamente na língua materna. Sendo assim, para a Educação Infantil, a construção de palavras, alfabeto e fonemas são assegurados na língua portuguesa, abrindo espaço para que o início do processo de alfabetização ocorra de maneira mais confortável.

A língua estrangeira (inglês), continua sendo uma ferramenta importante para comunicação, porém, como não se exige o conhecimento explícito, nestes anos iniciais, de regras ortográficas e gramaticais, o inglês continua a se manifestar na vida das crianças de forma natural, centrado no objetivo da comunicação.



4. O aprendizado simultâneo de duas línguas gera confusões para a criança?


Mito. É verdade que, durante o processo de aprendizagem de uma segunda língua, ocorrem combinações de palavras de ambos idiomas em uma mesma frase, por exemplo, verbalizando frases como “Quero juice” ou "Onde está my bag?". Trata-se de uma etapa completamente normal ao desenvolvimento da linguagem bilíngue, e não significa que a criança está se sentindo confusa, mas que, por outro lado, que reconhece o significado das palavras em ambos idiomas.

Por volta dos 4 anos de idade, a criança já apresenta condições para conseguir mais facilmente separar os idiomas. Contudo, é normal também que mesclas e combinações de idiomas ainda ocorram em certas ocasiões, até que consigam, de fato, separar ambas linguagens corretamente.



5. Quando o aprendizado de um segundo idioma ocorre de maneira coagida e imposta, pode haver o surgimento de barreiras para aprendizados futuros?


Sim, verdade. Todo e qualquer aprendizado, quando ocorre de maneira imposta e coagida, pode criar barreiras e traumas futuros para a vida, e se estenderem até a idade adulta.

Um bom exemplo disso, fora do contexto da linguagem, é o período de desfralde: muitos pais se deparam com situações tão frustrantes, que, quando optam por coagir a ação esperada, acabam por provocar problemas importantes no funcionamento do aparelho intestinal da criança, gerando dificuldades físicas e picológicas para o futuro.

O mesmo ocorre com o aprendizado de uma segunda linguagem: é de extrema importância que este conhecimento seja encarado de forma natural, sem barreiras e sem provocar medos. Quando a linguagem estrangeira porta-se mais como um meio do que como um objetivo-fim, as brincadeiras e relações sociais surgem espontaneamente em meio a este novo código, possibilitando à criança estabelecer conexões afetivas à este novo idioma.

É por isso que a Playcare traz como objetivo pedagógico o aprendizado Construtivista e Imersivo da língua, de forma natural, por meio de experiências lúdicas, divertidas e prazerosas em que a criança aprende e se apaixona por essa nova língua.



6. As crianças bilíngues conseguem entender a diferença entre duas línguas?


Sim, verdade. Mesmo que no início do aprendizado as crianças mescle palavras de diferentes idiomas em uma mesma frase, por volta do período pré-escolar ela já consegue facilmente distinguir ambas línguas e se comunicar com as pessoas escolhendo o idioma mais adequado



7. Crianças que já apresentam ou apresentaram dificuldades de fala na língua materna não conseguirão aprender um segundo idioma?


Mito. Crianças que apresentam alguma dificuldade ou deficiência de fala podem apresentar sim um pouco mais de dificuldade no aprendizado de um segundo idioma, contudo, isto não significa que será impossível aprendê-lo. Muitas pesquisas recentes mostram resultados extremamente satisfatórios quanto ao aprendizado de um segundo idioma, inclusive por pessoas que apresentaram anteriormente algum distúrbios de linguagem .



8. Crianças bilíngues apresentarão dificuldades acadêmicas quando iniciarem o Ensino Fundamental?


Mito. Muitas pesquisas mostram as vantagens acadêmicas porporcionadas pelo bilinguismo, incluindo uma maior capacidade de resolver problemas, de executar atividades multitarefas, além de uma maior flexibilidade cognitiva.



9. Se uma criança não aprendeu a segunda língua na primeira infância, ela jamais poderá se tornar fluente posteriormente?


Mito. Embora a melhor idade para se aprender uma nova lingua seja nos primeiros anos de vida, pois aproveita a melhor fase do desenvolvimento cerebral e musculo-facial, trazendo, entre outras vantagens, uma maior suavização dos sotaques, os adultos também podem se tornar fluentes em uma segunda língua.



10. Se uma criança não é igualmente fluente em duas línguas, não poderá ser chamada de bilíngue?


Mito. Muitas pessoas bilíngues ou multilíngues apresentam uma linguagem dominante, que também pode mudar ao longo do tempo, dependendo da frequência com que é utilizada. Não é porque uma pessoa, em determinado momento de sua vida, não possui igual fluência em duas línguas que não pode ser considerada bilíngue.

A fluência precisa ser praticada constantemente, pois depende diretamente do uso regular da comunicação verbal, além da leitura e escrita da língua.



Possui mais dúvidas a respeito do bilinguismo infantil?


Deixe aqui seus comentários e responderemos assim que possível!



Referências:

BIALYSTOK, E. (2008). Bilingualism: the good, the bad, and the indifferent. Bilingualism Language Cogn. 12 (1), 03 - 11 BIALYSTOK, E et al. Bilingualism: consequences for mind and brain. Trends in Cognitive Sciences. Volume 16, Issue 04, April 2012, Pages 240 - 250.

BIALYSTOK, E. Aquisição do segundo idioma e bilinguismo na primeira infância e seu impacto sobre o desenvolvimento cognitivo inicial. In: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. Montreal, Quebec: Centre of Excellence for Early Childhood Development; 2011:1-5.

FLORY, Elizabete Villibor; SOUZA, Maria Thereza Costa Coelho de. Influências do Bilinguismo Precoce sobre o desenvolvimento Infantil: Vantagens, Desvantagens ou Diferenças? Revista Intercâmbio, volume XIX: 41- 61 2009. São Paulo: LAEL/PUC-SP

MECHELLI, A et al. Structural plasticity in the bilingual brain. Nature, 431, 757, 2004.

VIGOTSKY, S. 1869-1934



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